A coloquei no ônibus.
08/02/2012
filha
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A coloquei no ônibus.
A coloquei no ônibus.
Depois de dois anos de afastamento, com visitas esporádicas e sabendo tão menos do que se crê direito em imiscuir... enfim ela passou quase que um semestre entre idas e vindas pra cá. Estudou demais, e vi: amadureceu também.
Neste janeiro ficou mais tempo, embora estivesse hospedada em outro lugar, em ótima companhia.
E fomos curando a distância bem devagarinho.
A coloquei hoje no ônibus sem aquela sensação das outras vezes: de falta, de coisa incompleta.
Hoje nós fomos só abraço.
Ela é linda, tão linda e inteligente, tão bom caráter, que lá dentro de mim teima aquele suspiro atávico: meu deus.
Amor que eu aprendi.
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7 comentários:
É a maturidade da mãe que já está aceitando a floração do rebento.
é Marcelino... já floresceu faz algum tempo :)
não existe isso de maturidade de mãe... mãe é um bicho incurável.
A vida vai nos tecendo em fios de resistência ( re-existência).
Re-existimos a cada acontecimento, a cada perda, a cada idade, a cada dor, a cada realização.
Beijo
Lindo, Mê!
Que bom. É tão difícil essa relação. Tenho uma poesia que é só isso:
Uma ilha, outra ilha: amor entre mãe e filha.
Para mim, ainda é impenetrável. Fico feliz por você.
Beijos
Mirze
Deveras!
Dauri,
é preciso resistir e re-existir (adorei isso).
beijos
Mirze, seu poema resume tudo... e como é difícil, né? Parece que com meninos é mais fácil, mas essa complexidade faz parte do desafio.
Obrigada querida, estava com saudades.
beijos
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