decidiu-se equilibrista.
artista itinerante.
habitante do meio fio.
a qualquer instante podemos descobrir que não nascemos um para o amor.
e muito menos para o outro.
(Heduardo)
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nunca soube separar
a poesia da vida
a chegada da despedida
a carta do baralho
o coração do caralho
esparta de atenas
o que vai do que dura
tudo apenas
se mistura.
(Carito)
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A poesia
não leva a nada.
Leva a tudo.
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Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calma e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
(Clarice Lispector)
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já fiz de tudo com as palavras
agora eu quero fazer de nada
(Haroldo de Campos)
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cadê a versão de um poema
que estava aqui?
um fato da vida a comeu.

7 comentários:
O artista no meio fio, cada um de nós, cada humano ser. Dói.
Um beijo
Dauri,
não é fácil manter esse equilíbrio fino entre a sanidade e a loucura, e nem ao menos sabemos ao certo qual é qual :)
beijo
Equilíbrio elegante, sensível, lindo como a foto do seu perfil.
Obrigada pela leitura do livro, Mê.
Sou sua fã há muito tempo.
Beijo.
PS: estava no login de Haroldo e não reparei.
beijo
Martha
Equilibrar-se, arte quase impossível em nossos dias!
Beijos
Mirze
beijão Mirzucha ;)
Martha,
amei o livro, todo ele lindo... eu é que sou sua fã :)
beijão
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