23/01/2012

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São Paulo chora
chovendo bala
em paradoxos -
Moinhos dom quixote
sem sancho ou pança.
Sacis sem perna ou vida
com seus crakchimbos.
Pinheirinhos abatidos
para lenha
que não aquece.
E tudo escorre célere
imundo
para onde ninguém vê
para o fim do mundo
que sangra Tietê.








6 comentários:

danilo disse...

são paulo sangra.
todos os santos sangram
e singram seus caminhos
em meio a lodo, limo,
esgotos e sarjetas.
falta sonho. falta sentido.
faltam sensibilidades
e sobram espasmos
e orgulhos
e egolatrias.
mas mesmo assim, em outros corações
ainda florescem flores
que teimam em perfumar
esses ares acres.

Dauri Batisti disse...

AQui estou lendo seus versos, recolhendo seus poemas, me afetando pelos seus passos.

Um beijo.

Marcelino disse...

Ficou bonito pra caramba esse texto em forma de mancha com palavras pela metade, como uma garoa que cai fina, como ua chuva vista por trás de um janela de vidro: casamento perfeito entre forma e conteúdo. Bela fotografia de Sampa.

Cosmunicando disse...

danilo, acho que há teimosos suficientes para que possamos tentar sempre, de novo :)

Cosmunicando disse...

dauri,
fico gratíssima :)
beijo

Cosmunicando disse...

marcelino,
é mesmo um fotopoema (sem imagem explícita), de tantas lágrimas que sampa tem chorado neste começo de ano...