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a qualquer instante podemos descobrir que não nascemos um para o amor.
e muito menos para o outro.
(Heduardo)
******************
nunca soube separar
a poesia da vida
a chegada da despedida
a carta do baralho
o coração do caralho
esparta de atenas
o que vai do que dura
tudo apenas
se mistura.
(Carito)
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A poesia
não leva a nada.
Leva a tudo.
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Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calma e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
(Clarice Lispector)
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já fiz de tudo com as palavras
agora eu quero fazer de nada
(Haroldo de Campos)
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cadê a versão de um poema
que estava aqui?
um fato da vida a comeu.

6 comentários:
são paulo sangra.
todos os santos sangram
e singram seus caminhos
em meio a lodo, limo,
esgotos e sarjetas.
falta sonho. falta sentido.
faltam sensibilidades
e sobram espasmos
e orgulhos
e egolatrias.
mas mesmo assim, em outros corações
ainda florescem flores
que teimam em perfumar
esses ares acres.
AQui estou lendo seus versos, recolhendo seus poemas, me afetando pelos seus passos.
Um beijo.
Ficou bonito pra caramba esse texto em forma de mancha com palavras pela metade, como uma garoa que cai fina, como ua chuva vista por trás de um janela de vidro: casamento perfeito entre forma e conteúdo. Bela fotografia de Sampa.
danilo, acho que há teimosos suficientes para que possamos tentar sempre, de novo :)
dauri,
fico gratíssima :)
beijo
marcelino,
é mesmo um fotopoema (sem imagem explícita), de tantas lágrimas que sampa tem chorado neste começo de ano...
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