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a qualquer instante podemos descobrir que não nascemos um para o amor.
e muito menos para o outro.
(Heduardo)
******************
nunca soube separar
a poesia da vida
a chegada da despedida
a carta do baralho
o coração do caralho
esparta de atenas
o que vai do que dura
tudo apenas
se mistura.
(Carito)
******************
A poesia
não leva a nada.
Leva a tudo.
******************
Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calma e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
(Clarice Lispector)
******************
já fiz de tudo com as palavras
agora eu quero fazer de nada
(Haroldo de Campos)
******************
cadê a versão de um poema
que estava aqui?
um fato da vida a comeu.

21 comentários:
mercedes, pela producao em serie vejo que vc ganhou o round na luta com aa
s alavras, que não é uma luta vã:textos carrehgados de poesia, de conjugaçoesve conjuraçoes de palabras: e se todos formosbruxos,magos, deusesve demonios! inventando.nossos ceus einfernos, emergulhando fundo, se escafandrs,em nossis revoltos mares interores?
ah, qyanto nal secreto aflorRia,vomo sargaços ou algas ou algo assim...
gistei dos ultimos poemas,como dos denais...
tô no cel,digit mal pra caramba
abraçosdanilo
QUE MÁXIMO, MÊ!
Coma da maçã. O demônio é crível porque é deus subvertido.
Beijos
Mirze
danilo,
sei lá se ganhei essa luta... nem me fale, de vez em quando tudo foge e não sai uma vírgula sequer.
você é o máximo, vem e comenta esse puta comentário sensacional no tecladinho de um celular, com ou sem erros, poeticamente porrêta :)
obrigada sempre.
abração
mirze,
adorei sua subversão, sendo crível ou não :)
comerei e me lambuzarei... rs
beijos!
mercedes,
eu de novo...
outro dia havia feito um comentario no seu poema anterior, a respeito do poder da palavra e da imagem, se interpenetrando, mas, infelizmente, parece que não foi transmitida.
por isso, volto aqui a desfiar essas ideias, que acho pertinentes ao seu texto e às suas postagens de imagens fotografagicas:
uma palavra vale mais que mi8l imagens?
uma imagem vale mais que mil palavras?
nada disso. uma palavra, por si só, é de uma força descomunal: fere, machuca, salva, ampara, guia, transcende, acende,
ilumina, viaja, conquista... a palavra, em seu contexto, ela própria se conhtextualiza em imagem, em objeto sólido, quando assim tratada em poemas concretos...
e que interessante, quando você observa a forma da palavra e sua significâqncia: às vezes, algo leve é apresentada em uma forma pesada, algo pesado, em lingua leve,
algo ondulante, em solidos retos, e assim por diante...
é o velho embayte entre a palavra, sua forma de ser escrita, e suas significâncias...
quanto à imagem, também esta representa, naqudele instante, o tudo: um foco, um ângulo, um átimo, uma pose, um ponto de vista: mas isso não é tudo: e a imagem pode ter zilhões de interpretações- dependendo do click- e fenece, logo no momento em que é captada: já não é mais-foi- e o registro é memória-nada mais.
prá mim, ambas, palabra e imagem- palavrimagem- sãoa nossos instrumentos de ver o mundo- e de mergulharm,os nos nossos mares interiores- soltando os bichos, às vezes, às vezes os anjos-
"uma rosa é uma rosa é uma rosa"- mas será que a rosa, por ser rosa, não poderia ter a mesma essência se a chamássemos aros, eeros, ouro, prata ou qualquer coisa.
é, esse embate da palavra(simbolo,cimbalo, objeto, coisa, real ou irreal, imagem , miragem, aragem de poesia) com o poeta, é coisa velha..e coisa boa...
tão bom quando vc.alcança O sentido e concebe um verso ou uns versos plenos...
é isso aí- são apenas digressões-
e impressões sobre o fazer literário.
grande abraço
Danilo
e o guardanapo
se fará livro
livre
em nós
e o fogo
do inferno
interno
nos funde
juntos
a sóis
danilo, suas digressões são inspiradoras... essas questões sobre palavrimagem, a linguagem das duas em fusão, isso me diz muito, me cala fundo.
só posso te agradecer, é sempre uma riqueza o que você vem aqui comentar :)
coisas pra se pensar, e depois traduzir em poema.
abração!
ru, que lindo... só você mesmo.
o guardanapo, o bilhetinho em cima da cama, tudo alçado à categoria de livro livre, ainda com essa bela lembrança da nossa incursão-parceira naquela primeira virada cultural, né? :))
a fusão nuclear desses sóis que soem nos fazer suar é toda a minha inspiração.
o poema é seu.
beijão!
...só aos santo
é possível
esse tipo
de reflexão...
bj
Só de pensar no vermelho da maçã já me sinto atraída.
Beijinhos apimentados.
guru,
aos santos eu não sei se é possível... só sei que de poeta e louco, todo mundo tem um pouco rs
rosangela,
cores e sabores, apimentados ou não, mexem com o imaginário da gente... poesia também, às vezes mais que o esperado :)
Li, e gostei (nem teria como não).
Uma poesia de sentimentos maduros.
Identifico-me.
Abraços.
Sylvio, vi que publicou no facebook... gratíssima :)
Deveria fazê-lo mais, mas, sou multidispersivo...
:)
Vc é 10.
FORTE NAS PALAVRAS, NA IDEIA, NA CONFECÇÃO, NA TEIA DA EXISTÊNCIA.
MUITO BOM!!!
obrigadíssima, Arô!!
Danilo tem razão, sua produção está cada vez melhor. Factível ou não ele existe: " E me jurou o diabo que deus existia...!Chico
Beijo
Drika, que bom te ver por aqui... nem tenho tido tanta produção assim, é que quando bate, a gente precisa aproveitar o momento de inspiração :))
obrigada menina!
beijo
"eu comeria da maça
do teu poema embrião"
Curti tudo!
Beijos, Abraços e Boas Festas!
Boas festas pra você também, Felipe!
beijos :)
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