07/11/2011

para guardanapo de papel que deixarei sob a garrafa de café

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e se o demônio fosse crível
eu comeria da maçã
do teu poema embrião
ainda por romper-nos

e fosse o inferno factível
malsã na febre eu arderia
aderida à tua mão
ainda por fazer-nos.


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21 comentários:

danilo disse...

mercedes, pela producao em serie vejo que vc ganhou o round na luta com aa
s alavras, que não é uma luta vã:textos carrehgados de poesia, de conjugaçoesve conjuraçoes de palabras: e se todos formosbruxos,magos, deusesve demonios! inventando.nossos ceus einfernos, emergulhando fundo, se escafandrs,em nossis revoltos mares interores?
ah, qyanto nal secreto aflorRia,vomo sargaços ou algas ou algo assim...
gistei dos ultimos poemas,como dos denais...
tô no cel,digit mal pra caramba
abraçosdanilo

MIRZE disse...

QUE MÁXIMO, MÊ!

Coma da maçã. O demônio é crível porque é deus subvertido.

Beijos

Mirze

Cosmunicando disse...

danilo,
sei lá se ganhei essa luta... nem me fale, de vez em quando tudo foge e não sai uma vírgula sequer.
você é o máximo, vem e comenta esse puta comentário sensacional no tecladinho de um celular, com ou sem erros, poeticamente porrêta :)
obrigada sempre.
abração

Cosmunicando disse...

mirze,
adorei sua subversão, sendo crível ou não :)
comerei e me lambuzarei... rs
beijos!

danilo disse...

mercedes,
eu de novo...
outro dia havia feito um comentario no seu poema anterior, a respeito do poder da palavra e da imagem, se interpenetrando, mas, infelizmente, parece que não foi transmitida.
por isso, volto aqui a desfiar essas ideias, que acho pertinentes ao seu texto e às suas postagens de imagens fotografagicas:
uma palavra vale mais que mi8l imagens?
uma imagem vale mais que mil palavras?
nada disso. uma palavra, por si só, é de uma força descomunal: fere, machuca, salva, ampara, guia, transcende, acende,
ilumina, viaja, conquista... a palavra, em seu contexto, ela própria se conhtextualiza em imagem, em objeto sólido, quando assim tratada em poemas concretos...
e que interessante, quando você observa a forma da palavra e sua significâqncia: às vezes, algo leve é apresentada em uma forma pesada, algo pesado, em lingua leve,
algo ondulante, em solidos retos, e assim por diante...
é o velho embayte entre a palavra, sua forma de ser escrita, e suas significâncias...
quanto à imagem, também esta representa, naqudele instante, o tudo: um foco, um ângulo, um átimo, uma pose, um ponto de vista: mas isso não é tudo: e a imagem pode ter zilhões de interpretações- dependendo do click- e fenece, logo no momento em que é captada: já não é mais-foi- e o registro é memória-nada mais.
prá mim, ambas, palabra e imagem- palavrimagem- sãoa nossos instrumentos de ver o mundo- e de mergulharm,os nos nossos mares interiores- soltando os bichos, às vezes, às vezes os anjos-
"uma rosa é uma rosa é uma rosa"- mas será que a rosa, por ser rosa, não poderia ter a mesma essência se a chamássemos aros, eeros, ouro, prata ou qualquer coisa.
é, esse embate da palavra(simbolo,cimbalo, objeto, coisa, real ou irreal, imagem , miragem, aragem de poesia) com o poeta, é coisa velha..e coisa boa...
tão bom quando vc.alcança O sentido e concebe um verso ou uns versos plenos...

é isso aí- são apenas digressões-
e impressões sobre o fazer literário.
grande abraço
Danilo

RUBENS GUILHERME PESENTI disse...

e o guardanapo
se fará livro
livre
em nós

e o fogo
do inferno
interno
nos funde
juntos
a sóis

Cosmunicando disse...

danilo, suas digressões são inspiradoras... essas questões sobre palavrimagem, a linguagem das duas em fusão, isso me diz muito, me cala fundo.
só posso te agradecer, é sempre uma riqueza o que você vem aqui comentar :)
coisas pra se pensar, e depois traduzir em poema.
abração!

Cosmunicando disse...

ru, que lindo... só você mesmo.
o guardanapo, o bilhetinho em cima da cama, tudo alçado à categoria de livro livre, ainda com essa bela lembrança da nossa incursão-parceira naquela primeira virada cultural, né? :))
a fusão nuclear desses sóis que soem nos fazer suar é toda a minha inspiração.
o poema é seu.
beijão!

guru martins disse...

...só aos santo
é possível
esse tipo
de reflexão...

bj

Rosangela Neri disse...

Só de pensar no vermelho da maçã já me sinto atraída.

Beijinhos apimentados.

Cosmunicando disse...

guru,
aos santos eu não sei se é possível... só sei que de poeta e louco, todo mundo tem um pouco rs

Cosmunicando disse...

rosangela,
cores e sabores, apimentados ou não, mexem com o imaginário da gente... poesia também, às vezes mais que o esperado :)

Sylvio de Alencar. disse...

Li, e gostei (nem teria como não).
Uma poesia de sentimentos maduros.
Identifico-me.

Abraços.

Cosmunicando disse...

Sylvio, vi que publicou no facebook... gratíssima :)

Sylvio de Alencar. disse...

Deveria fazê-lo mais, mas, sou multidispersivo...
:)
Vc é 10.

Aroeira disse...

FORTE NAS PALAVRAS, NA IDEIA, NA CONFECÇÃO, NA TEIA DA EXISTÊNCIA.
MUITO BOM!!!

Cosmunicando disse...

obrigadíssima, Arô!!

Adriana Godoy disse...

Danilo tem razão, sua produção está cada vez melhor. Factível ou não ele existe: " E me jurou o diabo que deus existia...!Chico

Beijo

Cosmunicando disse...

Drika, que bom te ver por aqui... nem tenho tido tanta produção assim, é que quando bate, a gente precisa aproveitar o momento de inspiração :))
obrigada menina!
beijo

Felipe Marques disse...

"eu comeria da maça
do teu poema embrião"

Curti tudo!

Beijos, Abraços e Boas Festas!

Cosmunicando disse...

Boas festas pra você também, Felipe!
beijos :)