02/11/2011

inepifania



.
a imensa fissura
entre eu e a palavra
falésia
que atraverso
minada de loucura
falácia
na ponta dos pés
abismo circunscrito
viés
de um vício
dublê de um grito.



12 comentários:

RUBENS GUILHERME PESENTI disse...

mê, essa é a vertigem entre a poesia e o poema.
belo poema que merecia uma bela imagem poética.
é um desafio... rs...

aquele!

Cosmunicando disse...

ru, desafio aceito... rs
não sei quando vai pintar a imagem, mas uma hora pinta :)

aquele meu!

Rafael disse...

Oi, Mercedes, obrigado!

Lembro que seu blog foi um dos primeiros que li na minha vida, quando comecei a fazer o meu. Certamente serviu de inspiração pra eu continuar escrevendo.

Bjs

Marcelino disse...

A fissura, a falésia, a falácia: desse jeito escrever (e ler) viram uma "fissura" (aquele desejo incontido, insaciável dos que se drogam), não um abismo, tampouco um vício. Gosto dessas tuas brincadeiras com as palavras.

Cosmunicando disse...

Rafa,
tô feliz com teu sucesso! vá em frente, e "mata nóis" de orgulho :))
beijos

Cosmunicando disse...

Marcelino,
esse poeminha é um paradoxo com o ato de 'poetar', às vezes tão impossível... obrigada :)

MIRZE disse...

MÊ!

Um poemaço!

"viés
de um vício
dublê de um grito."

LINDO! Só podia ser seu.

Beijos

Mirze

danilo disse...

entre nós e a palavra
objeto inanimado
dormem eternas fissuras
meandros da alma:
e o coração guarda cores,
precipicios, chuvas ácidas,
ou perfumes de romãs
e rosas despetalando:
tudo tudo tudo
matéria de sonho e poesia
e o intraduzivel às vezes
entre laivos e epifanias
faz pouso em nossa cama:
como anjos,
o sopro da poesia.

Cosmunicando disse...

Mirzucha,
bom te ver de novo :)
obrigada querida,
beijo!

Cosmunicando disse...

danilo, o sopro da poesia dá seus ares... bom ventos te tragam :)

Aroeira disse...

dublê de um grito: maravilhoso!

Cosmunicando disse...

Arô, bom te ver por aqui :) obrigada