28/10/2011

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Tenho saudade de sentar ao teu lado no quintal de casa, olhando o movimento da rua, em silêncio. E de sentir, ombro encostado no teu, o peso do amor adivinhado.
Tenho saudade desse silêncio da gente se havendo com a tarde, até ali tão povoada de futuros.
Até aqui tão incandescente ainda.
Eu ando fotografando as tardes, as calçadas, os quintais dos outros... aquele nosso murinho de sentar em silêncio, nunca mais fui lá.
Eu só queria, às vezes, que você soubesse...
Sabe o quê, mãe? Agora nem importa o que não dizíamos.




6 comentários:

Marcelino disse...

Demorei a comentar, pois ando sem internet em casa, e não tenho saco pra lan houses e adolescentes barulhentos. Quanto a tua demora, esta crônica poética, cheia de lirismos e sentimentos filiais consegue nos fazer esquecer o tempo sem postagens, pois teu texto fala do tempo. E do amor. E das coisas (muros, palavras, silêncios, fotos...) que marcam ambos, amor e tempo, elementos quase indissociáveis em nossas vidas.

Cosmunicando disse...

poxa, Marcelino... só tenho uma coisa a te dizer, uma frase que não é minha mas me aproprio dela pra te agradecer de coração - delicadezas são assim: calmas, silentes e vastas.
Obrigada pela presença sempre vasta de aguda observação :)

NDORETTO disse...

Delicado
Delicado
Bom
de
ler

Cosmunicando disse...

obrigada Neusa :)

Aroeira disse...

que lindo isso, mercedes. que leveza! um tule de quintana.

Cosmunicando disse...

ah, fico grata pela comparação arô... foi um dia que bateu muita saudade dela.