28 de out de 2011

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Tenho saudade de sentar ao teu lado no quintal de casa, olhando o movimento da rua, em silêncio. E de sentir, ombro encostado no teu, o peso do amor adivinhado.
Tenho saudade desse silêncio da gente se havendo com a tarde, até ali tão povoada de futuros.
Até aqui tão incandescente ainda.
Eu ando fotografando as tardes, as calçadas, os quintais dos outros... aquele nosso murinho de sentar em silêncio, nunca mais fui lá.
Eu só queria, às vezes, que você soubesse...
Sabe o quê, mãe? Agora nem importa o que não dizíamos.