09/11/2009

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há que inutilizar a palavra

reduzi-la ao murmúrio átono

do átomo vazio

há que desnudá-la

e destituí-la do seu

poder

até roer as cordas

do signi ficado

até que restem, sós

fragmentos do nada

.

até que sobrevenha

irreversível ]

o poema.



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08/11/2009

da nossa cosmunicação

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Amigos,

Estou dando partida a uma série de novas atividades que incluem a vida profissional, estudos e mudança de cidade.
É um bocado de coisas pra assimilar, uma nova rotina a ser administrada, e uma pequena revolução pessoal.
Meu tempo para curtir os textos de vocês e para meus próprios posts ficará mais restrito, porém nada que me afaste completamente.
Mas em função disso eu optei por uma reorganização no blog, retirando o campo de comentários das postagens.
Foi meu hábito desde o início responder a cada um de vocês individualmente, mas vai ficar mais difícil manter esse hábito, daí as mudanças.
Quero frisar que todos os comentários já feitos estão guardados aqui comigo.
As amizades também continuam se solidificando e amadurecendo em abraços ‘reais’ na medida do possível.
Ao mesmo tempo não quero abrir mão do meu jeito de ser, por isso permanece aberta uma opção de intercâmbio, que é o espaço logo abaixo da minha foto, na barra lateral: “clique e cosmunique-se” (onde há a figura de um envelope). Lá é possível me mandar um comentário, um recado ou um alô... que chegará diretamente na minha caixa de e-mail. Responderei num ritmo talvez menos intenso, mas com a mesma vontade de interagir com vocês.
É uma medida que pode ser temporária ou não, mas ainda preciso descobrir.
Obrigada pelo carinho que vocês têm tido com os meus escritos... e espero que a gente continue se cosmunicando entre um verso e outro.

grande beijo a todos,

Mercedes.


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28/10/2009

memória

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extrela.


a luz

ainda viaja

inexorável.






* inspirações astronômicas aqui.
* Balaiou em 02/11/09


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25/10/2009

concêntricos

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em mim

a pedra

no lago

.............[anéis]

expandindo

a fonte

mesma.




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23/10/2009

litterae

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sacio

poemas

in éditos

em noites

impublicáveis




* Balaiou em 02/11/09
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21/10/2009

nataraja

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danço,

porque não há

palavras.





* Balaiou em 23/10/09
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16/10/2009

trans borda

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o que fazer dos extremos

enquanto sou centro?

inexatidão periférica

que expande e contrai

onde antes fronteira

o que antes front era

de momento a momento

quero a turva desmedida

quero a singularidade

sendo em paz.





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15/10/2009

mcluheano *

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* ref. a
Marshall McLuhan
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09/10/2009

pausa e efeito

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o espaço

que o silêncio ocupa

........................

.................

...........

......

...

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não é vão.




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05/10/2009

intimidade

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quando as falas

viram foles

de ar repio

e poesia

é só um toque

tão primal

quanto

a barba por fazer

arranhando

meu verniz

do modo sempre

inaugural

quando tudo

apenas é

pra

z/ser.




* caiu no Balaio em 06/10/09
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02/10/2009

pic-tour

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de volta

envolta na palavra embrionária,

desfaço a mala?

já de passagem ao novo

louca

é a bagagem]

agora que o olho é mira

pesada artilharia

na captura

: poemiragem



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12/09/2009

princípio da incerteza



Poema em parceria com Rubens Guilherme Pesenti

(clique na imagem para ampliar)



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11/09/2009

lente

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nos olhos
o aluvião
daqueles
que não
ali
viam
tão claras
imagens
de sal
e
ver
dade




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05/09/2009

dialétrica

.




em tese


apesar das antíteses


há uma vaga hipótese, amor


de sermos síntese.


sente?



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29/08/2009

virulência

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na estendida linha fina

entre a normose e a lowcura

quantos sóis se levantaram?

quantos são na estatística

que na falta de vacina

optaram

por morrer de tédio

em vez de gripe suína?



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